#FAZENDO HISTÓRIA# - "CINEMA FALADO: A revolução do som através das palavras."

in fazendohistoria •  15 days ago

Além de ser uma das formas mais dinâmicas de entretenimento desde o seu surgimento (que se popularizou na França, precisamente no ano de 1895, através de uma exibição intimista idealizada pelas mãos dos irmãos Lumière responsável por causar um verdadeiro frisson entre o público presente que se espantou com tamanha revolução), o Cinema é tido como uma das ferramentas de construção e crítica social - a nível global - mais eficientes já criadas.

Primeira exibição oficial.

Fonte: Divulgação (YouTube)

Os irmãos Auguste e Louis Lumière.

Fonte: Divulgação (O Globo)

Inicialmente sem emitir nenhum tipo de som, essa forma de expressão não demorou muito para despertar o interesse dos grandes empresários da época (principalmente os que trabalhavam diretamente com os produtores e estúdios de Cinema) e também, para cair no gosto do popular das pessoas (que se encontravam em um estado "hipnótico" diante a uma novidade tão incrível).

A união da imagem com o som (afim de criar um sincronismo - inédito até então - dentro do mundo entretenimento nesse segmento) sempre foi um dos grandes desejos dos envolvidos nesse nosso passo da tecnologia midiática. Porém, apesar de várias tentativas, nada realmente conseguiu surtir o efeito esperado até a década de 20. O único som que podia ser ouvido nos filmes produzidos durante esse período, na maioria das vezes, era a música ao vivo que funciona como uma espécie de orquestra sincronizada para pontuar momentos específicos.

Fonte: Divulgação (Pinterest)

Eis que no dia 06 de Outubro de 1927, o mundo do Cinema sofre uma verdadeira mudança nos Estados Unidos (um fator que pode ser fortemente atribuído ao crescimento de uma economia em franco sucesso) e todos ficam mais embasbacados com o poder que essa nova tecnologia foi capaz de oferecer: a fusão da imagem e do som. O fato se tornou um sucesso instantâneo e acabou jogando por terra o pessimismo daqueles que não acreditavam que isso um dia pudesse realmente acontecer.

O Cinema Falado ganhou vida através de O Cantor de Jazz que estrou em Nova York, tornando-se então o filme pioneiro que se destacou por ser o primeiro projeto da sétima arte a ter imagens e sons sincronizados. A empresa responsável pelo lançamento foi a Warner Bros., que obviamente não perdeu tempo em fazer uma campanha de publicidade massiva para anunciar esse projeto como o primeiro filme falado da história. O resultado do marketing foi extremamente positivo, atraindo o interesse do público de uma maneira até então ainda não vista.

Fonte: Divulgação (Cine Players)

Público e imprensa juntos na estreia do filme.

Fonte: Divulgação (Adoro Cinema)

No entanto, como tudo o que é novidade costuma - de maneira geral - assustar as pessoas, é claro que houveram resistências a essa nova maneira de vivenciar o Cinema. Uma gama de profissionais desse ramo chegaram a considerar essa nova onda do cinema falado como um simples modismo, algo que não deveria ser digno de tanta atenção por ser algo efêmero e sem muita relevância para se tornar uma mudança de peso dentro da indústria.

Tais profissionais não poderiam estar mais errados, porque O Cantor de Jazz repercutiu tão bem que os demais estúdio simplesmente interromperam suas produções mudas lhes dar a voz necessária, transformando-os assim em filmes "adaptados" para a nova era da sétima arte.

Em meio a muitos esforços por parte dos diretores e atores que militavam contra essa nova onda (alegando que a alma do verdadeiro cinema estava sendo, de alguma, deturpada e / ou corrompida por interesses levianos), tudo se resumiu - apesar de ter causado um certo barulho - em um esforço descomunal de energia, porque eles acabam caindo no limbo do esquecimento dentro da própria indústria que lhes dera, outrora, a fama que eles conseguiram.

Uma parte da aparelhagem técnica responsável por exibir os filmes sonoros.

Fonte: Divulgação (Tumblr)

Desde então, os filmes que foram feitos dentro dos novos padrões tornaram-se naturalmente cada vez mais populares e mais influentes dentro do mercado do entretenimento, provocando uma briga acirrada entre os estúdios (que procuravam se atualizar com frequência acerca do que havia de mais moderno nessa nova técnica).

Toda essa mudança deixou claro que quem não é capaz de mudar e aceitar as inovações - ainda que seja fortamente contra aos avanços -, acaba sendo vítima do próprio orgulho... Um aspecto alimentado por uma irredutibilidade fora do comum.

Sites: (referências): Jornal GGN | Cultura FM | History Channel

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